É engraçado – para não dizer preocupante – como a evolução tecnológica nos deixa à mercê de suas passadas. Temos que, a cada dia, consumir mais e mais para não sermos dragados para o subsolo da exclusão digital. Como diria meu grande pai, hoje em dia é mais fácil encontrar alguém portando dois celulares do que um pobre infeliz sem nenhum. Não que isso seja ruim ou desumanizante. Pelo contrário, a evolução deve acontecer, isso se agir em prol da perpetuação da espécie, como prerroga o darwinismo em relação ao todos os seres vivos. Contudo, estamos nos habituando ao comodismo, ao “ter tudo às mãos” com o simples deslizar de dedos pelo touchscreen, e temos nos olvidado que, para um completo desenvolvimento, precisamos nos utilizar de nossos músculos e articulações, de movimento, esse que nos fará passar por dificuldades, desequilíbrios, momentos que nos colocarão à prova, obrigando-nos a agir, aprender e, consequentemente, evoluir. Por isso, embora eu ainda desfrute de momentos totalmente informatizados, ainda prefiro me valer daquela velha dupla pregada como emancipadora e benfeitora da alma e dos olhos pelo diligente amigo Fernando Santarrossa: uma moto e uma câmera fotográfica. Uma me provê o tão estimado e supracitado movimento; a outra, o congelamento e a imortalização desse movimento, pois se eu parar, um dia, essas imagens, embora estáticas, me mostrarão que outrora estive evoluindo.
![]() |
Companheiros de aventura |
![]() |
São Roque |
![]() |
Igreja de São Benedito, construída por escravos em 1855 |
![]() |
Interior simples |
![]() |
Torre da Igreja de São Roque |
![]() |
Morro do Saboó |
![]() |
Vista da Estrada do Saboó |
![]() |
Início da trilha a pé. Ao fundo, a Serra da Guaxatuba |
![]() |
Face triangular e rochas de quartzito |
![]() |
São Roque vista do Saboó |
![]() |
Morro do Voturuna |
![]() |
Mais um dos topos do mundo |
![]() |
Descendo o Morro do Saboó |
![]() |
Bairro Moreiras |
![]() |
![]() |
Túnel desativado da FEPASA |
![]() |
No alto da Serra de Inhaíba |
![]() |
Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição |
![]() |
Cachoeira da Fazenda Vila Nova |
![]() |
Capela da Penha |
![]() |
Mais imagens da obra barroca de 1724 |
![]() |
Cachoeira da Escadaria |
![]() |
Cachoeira da Escadaria: segunda queda |
![]() |
Atravessando o ribeirão de Cubatão |
![]() |
Barragem de Itupararanga |
Na falta de inspiração para uma conclusão digna, termino essa postagem com a frase do viajante Amyr Klink: “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Aguarde-me, Tocantins.
Mais fotos no seguinte slideshow ou aqui.
Parabens pelo blog. Super legal!
ResponderExcluirObrigado, Arkhanjo. E não deixe de voltar para outras leituras. Em breve atualizações com viagens ao Jalapão, Altinópolis e Marmelópolis. Grande abraço.
ExcluirParabéns pelo blog e pelos textos que estão muito bem escritos.
ResponderExcluirJá li uma boa parte dos relatos e com certeza ainda voltarei aqui.
Muito obrigado, Bruno Aranha. É bom gratificante saber que muitos leitores não apenas passam os olhos pelo que escrevo, mas absorvem o sentido e retornam em outras oportunidades. Grande abraço.
ExcluirMarcos, adorei teu estilo de escrever e de descrever tudo por onde tem andado!
ResponderExcluirGrato, Beatriz. Retorne sempre que puder para acompanhar novas aventuras. Grande abraço.
Excluir